A socialização da criança com autismo

Evitam, frequentemente, o contacto social, isolam-se, exibem respostas
negativas ou mesmo comportamentos disruptivos. Todas estas características dificultam
aos seus pares o convívio e o jogo, mesmo quando estes mostram interesse em brincar
com as crianças com Perturbações do Espectro do Autismo. Não admira, então, que ao
longo das leituras realizadas durante a realização deste trabalho, vários foram os autores
que referiram a importância da promoção das competências sociais nestas crianças
(Kampus, Barbetta, Leonard & Delquadri, 1994; Hays, 1996).
Face ao exposto, com esta pesquisa procura-se aprofundar conhecimentos no que
respeita à socialização da criança e jovem com Perturbações do Espectro do Autismo.
Propomo-nos, ainda, investigar as escolas do concelho de Vila Nova de Gaia, aferindo,
para isso, as medidas implementadas pelos agrupamentos no sentido de favorecerem a
interação social dos alunos com Autismo. Pretende-se, ainda, “relembrar” a todos os
intervenientes no processo educativo destas crianças, o quão importante é, a promoção
das competências sociais nestes alunos para a sua integração na vida em sociedade.
Ora, com a concretização futura da parte empírica da nossa investigação,
pretendemos, alcançar, assim, um maior conhecimento do mundo das crianças com
Autismo e, as medidas adaptados por estas escolas com o intuito de favorecer a
socialização destas alunos, o que poderá conduzir a tentativas de minimização de
eventuais problemas sentidos por estas crianças.
Esperamos, ainda, ficar a conhecer a realidade efetiva destas escolas no que
respeita à adopção de medidas educativas que favoreçam a socialização dos alunos com
Autismo e aferir até que ponto todos os intervenientes estão realmente disponíveis para
desenvolvimento deste trabalho efetivo.

Autor: Monteiro, Irene Cláudia da Silva Oliveira