{"id":18429,"date":"2023-02-20T23:55:36","date_gmt":"2023-02-20T23:55:36","guid":{"rendered":"https:\/\/universoautista.com.br\/portal7\/?p=18429"},"modified":"2024-06-21T14:53:16","modified_gmt":"2024-06-21T17:53:16","slug":"autismo-de-suporte-nivel-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/universoautista.com.br\/portal7\/autismo-de-suporte-nivel-1\/","title":{"rendered":"Autismo de suporte n\u00edvel 1"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Autismo de suporte n\u00edvel 1<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Considerado \u2018grau mais leve\u2019, o chamado&nbsp;<strong>Autismo de suporte n\u00edvel 1<\/strong>&nbsp;tem algumas caracter\u00edsticas espec\u00edficas como: contato visual n\u00e3o consistente; dificuldades na flexibiliza\u00e7\u00e3o de regras, preferindo a manuten\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es; problemas na intera\u00e7\u00e3o com as pessoas, entender piadas, ironias ou sarcasmo; e podem ter estereotipias, ou seja, comportamentos ou verbais repetitivos. Luciana come\u00e7ou a identificar os primeiros sinais de&nbsp;<strong>TEA<\/strong>&nbsp;no filho aos dois anos de idade. \u201cEspecialmente a dificuldade em lidar com barulhos altos e cheiros que s\u00f3 ele sentia. Al\u00e9m de uma dificuldade em lidar com mudan\u00e7as na rotina e em outras situa\u00e7\u00f5es\u201d, lembra.<\/p>\n\n\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Leia tamb\u00e9m<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Transtorno do Espectro Autista: Como falar sobre o assunto com as crian\u00e7as?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, Erick est\u00e1 com 10 anos. \u201cEle tem altas habilidades tamb\u00e9m, ent\u00e3o, apresentava hiperfoco em Ci\u00eancias e a escola me chamava para dizer que ele incomodava os colegas com suas contribui\u00e7\u00f5es e vontade de saber informa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o eram compat\u00edveis com a turma\u201d, diz. Com o retorno das aulas presenciais, Erick est\u00e1 enfrentando desafios na socializa\u00e7\u00e3o. \u201cEle n\u00e3o reconhece ironias, sinais sociais de que os colegas est\u00e3o cansados do assunto cient\u00edfico. Tamb\u00e9m sente necessidade de tamborilar os dedos para se regular, mas os professores e colegas reclamam do barulho. Ent\u00e3o, \u00e9 uma fase em que precisamos estar mais presentes na escola e dando suporte di\u00e1rio para lidar com tantas quest\u00f5es sociais\u201d, enfatiza.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ci\u00eancias e a escola<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Luciana afirma que muitas pessoas n\u00e3o acreditam que o filho tem&nbsp;<strong>TEA<\/strong>: \u201cMuita gente espera sinais cl\u00e1ssicos do autismo e n\u00e3o entendem como uma crian\u00e7a que fala pelos cotovelos pode estar no espectro. Costumam achar que estou justificando quest\u00f5es comportamentais com um laudo que o vitimiza. E n\u00e3o \u00e9 nada disso. O laudo s\u00f3 me ajuda a compreender o que acontece na cabe\u00e7a dele, do que precisa para se regular e ajuda a encontrarmos solu\u00e7\u00f5es juntos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A jornalista conta <\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">que comprou um fidget toy para que Erick consiga se regular nas aulas, sem batucar nas mesas. \u201cE assim fazemos com todas as situa\u00e7\u00f5es. No carro, ele diz sentir cheiros que o fazem vomitar, ent\u00e3o, passamos a andar com as janelas abertas. N\u00e3o deixamos de fazer as coisas, mas n\u00e3o podemos permitir que opressionem a deixar de sentir o que ele sente. Por isso, encontramos solu\u00e7\u00f5es juntos que o fa\u00e7am se sentir melhor e ter sua vida em sociedade, vivendo a diversidade\u201d, ressalta. A neuropsic\u00f3loga B\u00e1rbara Calmeto, diretora do Autonomia Instituto, explica que o diagn\u00f3stico \u00e9 essencial para dar qualidade de vida. \u201cJ\u00e1 ouvi de v\u00e1rios pacientes adultos com TEA n\u00edvel 1 que os colegas pr\u00f3ximos e at\u00e9 parentes n\u00e3o acreditam que eles tenham autismo. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mas o diagn\u00f3stico \u00e9 fundamental <\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">n\u00e3o s\u00f3 para encontrar respostas, mas especialmente para buscar e oferecer solu\u00e7\u00f5es para o dia a dia\u201d, destaca.\u00a0 Conversar na escola, por exemplo, sobre pr\u00e1ticas que possam ajudar no desenvolvimento da crian\u00e7a ou adolescente com\u00a0<strong>autismo<\/strong>, oferecer apoio em situa\u00e7\u00f5es de quebra de rotina, buscar suporte integrado com especialistas, como neuropsic\u00f3logos, fonoaudi\u00f3logos, terapeutas comportamentais e psicomotricistas s\u00e3o dicas importantes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u201cNa fase da adolesc\u00eancia e adulta, <\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">a pessoa com TEA \u00e9 mais exposta e cobrada sobre as rela\u00e7\u00f5es sociais mais sutis como, por exemplo, uma g\u00edria usada pelos amigos, uma piada, uma brincadeira onde um tira sarro com outro. Normalmente, tamb\u00e9m tem dificuldade com sinais sociais na conversa\u00e7\u00e3o como perceber que sua conversa sobre fatos hist\u00f3ricos est\u00e1 chata e as pessoas est\u00e3o olhando o celular, diminuindo o contato visual\u201d, esclarece B\u00e1rbara.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quais os tipos de autismo e suas caracter\u00edsticas?&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a ajuda da neuropsic\u00f3loga B\u00e1rbara Calmeto, relacionamos os tr\u00eas tipos de graus do\u00a0<strong>Transtorno do Espectro Autista<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>&#8211; Autismo de suporte n\u00edvel 1:\u00a0<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As pessoas neste grau apresentam sintomas menos graves, por isso \u00e9 denominado como \u2018autismo leve\u2019. E podem ter dificuldades em situa\u00e7\u00f5es sociais, comportamentos restritivos e repetitivos, demandando pouco suporte nas atividades da rotina. A comunica\u00e7\u00e3o verbal costuma funcionar bem, mas podem ter dificuldade em manter uma conversa e tamb\u00e9m fazer amigos.Tamb\u00e9m manter rituais di\u00e1rios, seguindo rotinas j\u00e1 esperadas, sentindo desconforto quando h\u00e1 mudan\u00e7a de planos ou eventos inesperados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>&#8211; Autismo de suporte n\u00edvel 2:\u00a0<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 as com n\u00edvel moderado costumam ter mais necessidade de suporte, pois apresentam maior dificuldade em seus relacionamentos sociais. Podem ou n\u00e3o se comunicar verbalmente, mas, geralmente, t\u00eam conversas curtas ou apenas sobre temas espec\u00edficos, por isso, podem precisar de suporte para participar de atividades sociais. Elas tamb\u00e9m podem apresentar comportamento n\u00e3o verbal mais at\u00edpico, evitando contato visual ou sem conseguir demonstrar emo\u00e7\u00f5es pela comunica\u00e7\u00e3o verbal e facial. Os comportamentos mais restritivos tamb\u00e9m s\u00e3o comuns e podem se sentir perturbados quando saem de suas rotinas e mudam seus h\u00e1bitos di\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>&#8211; Autismo de suporte n\u00edvel 3:<\/strong>\u00a0<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No n\u00edvel de suporte severo, a dificuldade na comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 significativa, assim como nas habilidades sociais. Os comportamentos restritivos e repetitivos atrapalham seu desenvolvimento, independentemente das mudan\u00e7as nas atividades cotidianas. Podem ainda ser excessivamente ou pouco sens\u00edveis a determinados est\u00edmulos sensoriais e apresentam comportamentos restritivos e repetitivos, como balan\u00e7o e ecolalia, repeti\u00e7\u00e3o das palavras ditas por terceiros. As pessoas com autismo severo precisam de muito suporte para aprender habilidades importantes para a vida cotidiana.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Comobuscar ajuda para pessoas com autismo?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a0N\u00e3o existe um caminho pr\u00e9-estabelecido para reconhecer o\u00a0<strong>autismo<\/strong>, mas o ideal \u00e9 marcar uma consulta com um neurologista e neuropediatra ao perceber sinais como os citados abaixo:<strong>&#8211; <\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Faz pouco ou nenhum contato visual:<\/strong>\u00a0<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">a crian\u00e7a olha na dire\u00e7\u00e3o dos seus olhos, do seu rosto? Esse \u00e9 um sinal de alerta muito importante. \u201cBom falar que a crian\u00e7a n\u00e3o faz contato visual e nem responde por seu nome o tempo inteiro, mas precisamos observar se a crian\u00e7a olha e responde quando chamada a maior parte das vezes\u201d, afirma B\u00e1rbara Calmeto;<strong>&#8211; <\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>N\u00e3o quer ficar no colo ou evita contato f\u00edsico:<\/strong>\u00a0<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">tem crian\u00e7as que n\u00e3o gostam de ficar no colo, ser abra\u00e7adas e ter contato f\u00edsico com outras pessoas, e esse \u00e9 um dos sinais de alerta para o autismo. \u201cMuitas pessoas com autismo gostam do contato f\u00edsico, mas \u00e9 bom observar a qualidade desse contato f\u00edsico realizado como adequado ou n\u00e3o para a faixa et\u00e1ria quando comparamos com outras crian\u00e7as da mesma idade\u201d, ressalta a neuropsic\u00f3loga;<strong>&#8211; <\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Atraso na fala ou dificuldades na comunica\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">com 12 meses, a crian\u00e7a j\u00e1 est\u00e1 come\u00e7ando a pronunciar algumas palavras comuns do seu contexto, da sua necessidade, como \u201cmam\u00e3e\u201d, \u201cpapai\u201d, \u201cd\u00e1\u201d, \u201cmama\u201d, \u201c\u00e1gua\u201d etc. Ela tem pelo menos a inten\u00e7\u00e3o comunicativa de solicitar por algo. Aos 15 meses, as crian\u00e7as j\u00e1 est\u00e3o pronunciando v\u00e1rias palavrinhas, e, aos 24 meses, formando frases com duas palavras. Esses n\u00fameros podem variar um pouco, mas o mais importante \u00e9 perceber se a crian\u00e7a tem a inten\u00e7\u00e3o comunicativa, vocaliza\u00e7\u00f5es e imita\u00e7\u00e3o vocal;<strong>&#8211; <\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>N\u00e3o apontar:\u00a0<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">a falta do comportamento de apontar para mostrar um desejo ou uma necessidade da crian\u00e7a \u00e9 um atraso no desenvolvimento e um sinal de alerta para TEA. A crian\u00e7a de 12 meses j\u00e1 aponta para pedir determinado brinquedo ou acesso \u00e0 comida, por exemplo;<strong>&#8211; <\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Dificuldades na aten\u00e7\u00e3o compartilhada:\u00a0<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">a crian\u00e7a mostra o que est\u00e1 acontecendo para compartilhar algum interesse com algu\u00e9m, como, por exemplo, apontar para um cachorro que est\u00e1 passando na rua. \u00c9 uma aten\u00e7\u00e3o triangular: crian\u00e7a, objeto, respons\u00e1vel;\u00a0<strong>&#8211; <\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Dificuldades no brincar funcional:\u00a0<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">por volta de 15 meses, a crian\u00e7a j\u00e1 brinca de maneira simb\u00f3lica, usando brinquedos para ilustrar uma a\u00e7\u00e3o, como, por exemplo, dar mamadeira para um beb\u00ea, colocar o carrinho na pista e brincar de corrida. As brincadeiras repetitivas, empobrecidas, sem fun\u00e7\u00e3o, como colocar muito os objetos na boca sem realmente brincar com eles, s\u00e3o sinais de alerta para o autismo;<strong>&#8211; <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Falta de interesse por outras crian\u00e7as:<\/strong>\u00a0esse detalhe de brincar junto ou com outras crian\u00e7as \u00e9 muito importante, j\u00e1 que a maioria das que tem autismo n\u00e3o consegue compartilhando aten\u00e7\u00e3o e brincadeiras. Esse \u00e9 um dado muito importante para os pais observarem em parquinhos e festas infantis;<strong>&#8211; <\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Hipersensibilidades ou irritabilidades sensoriais:<\/strong>\u00a0<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">crian\u00e7as que se irritam muito com barulhos, texturas de roupas, texturas de objetos, seletividade alimentar, toque da \u00e1gua, dentre outros, merecem maior observa\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante observar se a crian\u00e7a tem uma sensibilidade al\u00e9m ou aqu\u00e9m do considerado normal para a sua faixa et\u00e1ria referente a itens relacionados aos sentidos. \u201cVale lembrar que a crian\u00e7a n\u00e3o necessariamente precisa apresentar todos os sinais descritos. Esses s\u00e3o alguns dos pontos de alerta mais comuns. Por\u00e9m, se seu filho apresenta alguns desses sinais e voc\u00ea percebe diferen\u00e7as quando comparado com outras crian\u00e7as de mesma faixa et\u00e1ria, busque profissionais especializados urgentemente. N\u00e3o perca tempo\u201d, aconselha a neuropsic\u00f3loga B\u00e1rbara Calm.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte: Estad\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autismo de suporte n\u00edvel 1 Considerado \u2018grau mais leve\u2019, o chamado&nbsp;Autismo de suporte n\u00edvel 1&nbsp;tem algumas caracter\u00edsticas espec\u00edficas como: contato visual n\u00e3o consistente; dificuldades na flexibiliza\u00e7\u00e3o de regras, preferindo a manuten\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es; problemas na intera\u00e7\u00e3o com as pessoas, entender piadas, ironias ou sarcasmo; e podem ter estereotipias, ou seja, comportamentos ou verbais repetitivos. 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